Da minha janela via-a!
Desisti do que fazia só para acompanhar aquele pisar
do chão que me fazia tremer.
Passava fulminante pelos cantos dos meus olhos,
maços de tabaco, na mesa desorganizada, aos molhos.
Não desviava a vista daquele ser que me parecia um
oásis no deserto. É certo que já tinha bebido uns copos,
mas isso não justificava o porquê de estar assim.
Lá de vez em quando acelerava o passo
e o compasso de espera que faço é só
mais um embaraço dos mais comuns que tenho.
Quero e preciso de desviar o meu olhar
até porque já começa a ser estranho.
Porra, que ela nunca mais desaparece...
Três, quatro minutos e sim, finalmente, ela já passou.
Nunca houve troca de olhares, palavras,
ou de qualquer outra forma de comunicação, mas eu
continuo a imaginá-la nua, despida.
Foi uma viagem sentida, chegou a hora da despedida.
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