quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Olhos de alma

Olhas para o vazio, olhas para o nada
olhas como um escritor olha para uma estória inacabada.
Nesses olhos vejo mais que mil imagens
Imagens do que passas-te
e de experiências que já tens.
O brilho natural que voa deles
cega-me e perco-me neles...profundamente.
Esse abismo circular de beleza
só podia pertencer a tal princesa
e por mais que os tente perceber,
acabo sempre por não entender o que estás a sentir.
Será raiva, alegria,
tristeza ou melancolia?
quem me dera saber...
dava a alma para os entender!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sem Fim


És o sol do novo dia,
antes de ti eu não sentia.
Apanhaste-me desprevenido
e eu só queria estar contigo.

Esse sorriso que permanece,
esse olhar que me enlouquece.
Nunca senti coisa assim,
queria que não tivesse fim

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Faz o que puderes

Vê, o que não consegues.
Tenta o que não podes
...
Eleva-te aos limites e faz o que puderes...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mil almas atrás de mim

Sigo sozinho nesta estrada desconcertante
onde nada é certo, nada é importante.
Faço o que quero e bem me apetece
porque no fim do dia, tudo está distante.
Grito, choro para que alguém me dê atenção
porque quero tudo o que não me dão.
E, desesperadamente chamo por alguém
e volto a notar que à minha volta não há ninguém.
Tento, tento e volto a tentar
que alguém me mostre um ombro amigo.
Gritei tanto que a minha voz já não faz sentido
Por favor alguém me venha ajudar.

Sigo sozinho nesta estrada que está no fim,
mas agora tenho mil almas atrás de mim.

domingo, 23 de setembro de 2012

Fugi daqui

Hoje fujo daqui,
vou-me embora, vou pra longe.
Vou daqui sem ti.
A tua morte é hoje.

Fui sem olhar pra trás
e agora só te quero.
Mas tu fugis-te de mim.
Continuo e corro
A saudade é o fim.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Tu és minha irmã!


És a minha pequena.
Chateias-me vezes sem fim, mas eu contínuo a adorar-te e sempre te adorarei por cima de qualquer outra mulher. És mais bonita, inteligente, interessante e querida que as outras todas e significas o mundo para mim. Por vezes irritas-me como mais ninguém me consegue irritar e chamas-me nomes em inglês com os quais eu me passo e rio-me ao mesmo tempo porque sei que dizes essas coisas sem qualquer tipo de maldade.
Estar contigo nunca é aborrecido, tens piada e fazes-me rir quando estou mais em baixo. Gosto quando te ensino a dar murros para quando os rapazes se meterem contigo tu lhes consigas bater bem no meio dos tomates que é para eles aprenderem.
Podes ter a certeza que largo qualquer coisa, por mais importante que seja, para te ajudar quando precisares realmente de mim. Espero conseguir ser um bom exemplo para ti e que tenhas
tanto orgulho em mim como eu tenho em ti ratinha, porque no fim de contas, tu és o que mais me
importa.
Tu és minha irmã!

O amor é um gajo duro


Não sou um romântico por natureza e tenho quase a certeza que não exitem amores perfeitos.
O que eu sei é que há sempre aquela pessoa na nossa vida por quem fazemos tudo
e de quem nunca nos esquecemos. No entanto não quer dizer que essa pessoa não
desapareça da nossa vida.
A noção daquele amor como se vê nos filmes, um amor em que apesar de tudo ele prevalece é ela própria uma noção utópica.
Quando pensamos em amor, pensamos que são tudo borboletas e raios de sol e esquecemo-nos
que por vezes aparecem umas baratas e umas nuvens cinzentas que nos deixam tristes
e a desejar que aquilo voltasse a ser um dia solarengo. Ele é uma coisa complicada
e tenho pena das pessoas que o tentam perceber e racionalizar. É um sentimento impossivel
de ser explicado na sua essência e quando o sentes pela primeira vez é uma
sensação estranha, mas como dizia o outro "primeiro estranha-se, depois entranha-se" e é isso mesmo que acaba por acontecer.
Primeiro não sabes muito bem o que é aquilo e adoras a sensação e todos os momentos que
passas com a pessoa de quem gostas, depois, passado algum tempo começas a ver que aquilo
talvez não seja exactamente um mar de rosas e que também existem algumas dificuldades
(toda a gente já passou por isto) e finalmente acabas por não aguentar a pressão de te limitares
às vontades/opções de outra pessoa e acabas por te magoar.

Isto talvez seja a perspectiva de uma pessoa que nunca teve aquele amor e por isso pode
ser uma visão um pouco negativista, mas mesmo assim acho que não estará assim tão
longe da realidade. E como toda a realidade, esta é dura... assim como o amor.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Sociedade está queimada

Queria fugir um bocado às minhas publicações habituais só para dizer que como "artista" que sou/tento ser, vou passar a criar algumas imagens de intervenção social e política.

A arte não precisa de ser interventiva na minha opinião, mas neste caso TEM de o ser!


Esta é apenas um exemplo.

sábado, 15 de setembro de 2012

És o que eu mais quero!


Esta carta é pra ti. Eu não sem bem quem tu és, e se eu não sei, então, certamente, mais ninguém sabe. És aquela pessoa que me conhece por inteiro como se eu fosse o corpo que tu acaricias no banho e és aquela pessoa a quem basta olhar-me nos olhos por 5 segundos e eu revelo-me por completo sem sequer abrir a boca.
Gostava de pensar que te conseguiria dizer isto cara-a-cara. No entanto, se pensar mais a fundo provavelmente vou descobrir que isso não é verdade e que só estou a escrever isto numa atitude covarde na esperança que leias isto e saibas que é para ti.
Provavelmente ainda não te conheço nem tu a mim e talvez nunca te venha a conhecer.
És aquilo a que se chama cara-metade, alma gémea, amor de uma vida ou uma série de outros nomes foleiros que costumo usar para gozar com a pessoas. Sinceramente e se alguém me perguntar, não te quero conhecer para já. Desculpa-me, mas quero aproveitar um pouco mais os bons momentos da vida de um puto e prefiro aguardar e conhecer-te numa altura em que a minha vida não seja a vida de um miúdo de 19 anos, ou seja, uma confusão do caraças.
Quero passar a minha vida adulta contigo, portanto espero que apareças. De preferência numa altura, local e circunstância inesperada, que provoque algumas gargalhadas e que me deixes com um sorriso tão grande nos lábios como o que estou a fazer agora.

És o que eu mais quero...mas agora não!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Por momentos penso...


Às vezes gosto de estar sozinho. Gosto de me sentir a mim próprio nos meus pensamentos,
reflectir realmente sobre aquilo que penso e as nas razões que me levam a pensar isso. Por vezes
acendo um cigarro no escuro e penso em tudo e em nada, no preto e no branco. Penso em como podia tornar algumas coisas melhores, e em como piorar outras tantas. Não tenho a certeza se esta segunda será uma coisa saudável em que pensar, mas a verdade é que penso nisso.

Os pensamentos são bons e são maus, são profundos como um buraco negro que atrai toda a luz à tua volta e ficas rodeado por apenas isso: pensamentos.
Vicias-te nisso e passas um bom bocado da tua vida a pensar em vez de fazeres aquilo em que pensas. Pensas em dizeres a alguém o quanto gostas dela, ou o quanto queres saltar para a cama com essa pessoa, mas é só isso...só pensas e não ages em conformidade com esse pensamento.
Claro que toda a gente pensa em coisas que são erradas e por esse mesmo motivo não as fazem.

Mas então e as coisas boas em que pensam? Porque não realizá-las?!

Os pensamentos podem levar um homem à mais profunda das loucuras, como à mais alta das felicidades, basta apenas saber diferenciar o que é bom e mau para nós e tomar as decisões correctas.
Sei bem que isso é impossível e que vão sempre existir erros, mas quanto menos errares, mais momentos de felicidade e de concretização vais ter.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Já ninguém escreve cartas

As pessoas já não comunicam, pelo menos daquela forma que costumavam comunicar no passado (não tão longínquo) em que saíam à rua e passavam horas a conversar, ou escrevam uma carta e só passado uma semana é que recebiam a sua resposta. Hoje em dia as pessoas escrevem mais do que falam, mas escrevem de uma maneira ridícula: LOL para aqui WTF para acolá e assim se vai perdendo uma linguagem/escrita que demorou séculos a desenvolver-se e a evoluir. Já ninguém escreve cartas, agora mandam sms's cheios de erros ortográficos e de abreviaturas, ou escrevem em blogs (como eu), ou publicam textos ou qualquer coisa menor que isso nas redes sociais. Não estou a criticar quem faz isto, até porque eu me incluo neste grupo de pessoas que frequentam sites desse género e publicam neles, mas se é para escreverem lá qualquer coisa, escrevam bem escrito e não cometam erros que um miúdo de 8 anos não cometeria.

A língua portuguesa vai-se perdendo, dando lugar a estrangeirismos e abreviaturas que traduzidos à letra  significam coisas ridículas como "rebolar no chão a rir" (ROFL).
Imaginem uma conversa assim:
-"WAYD"? (what are you doing)
- Estou "ROFL" (rolling on the floor laughing)
- Ok, "BRB" (be right back)

Eu acho isto triste, porque gosto bastante de escrever/falar bem e de desenvolver a minha escrita, descobrir novas palavras dá-me um certo prazer pois permite-me uma melhor expressão do que sinto e do que penso.

Mas todo este processo que a linguagem vai sofrendo talvez seja o preço a pagar pela evolução e pela influência que sofremos todos os dias dos media, da televisão, do que vemos escrito por parte de pessoas que admiramos e talvez tenha que me resignar e admitir que o futuro vai ser assim...vamos falar por acrónimos, abreviaturas e outra série de palavras estúpidas que deveriam ser usadas pontualmente e que actualmente fazemos delas um hábito apenas porque é mais cómodo e parece mais "fixe".

Já ninguem escreve cartas, mas ao menos escrevam bem!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

São 3h da manhã e apetece-me escrever.

São três horas da manhã e apetece-me escrever. Não sei bem sobre o quê, sei apenas que me deu uma vontade  incontrolável de escrever, assim como me dá a mim e a toda a gente uma vontade inegável de fazer qualquer outra coisa.
Por isso vou escrever, sem saber o que escrever...ou seja, vou apenas divagar até os meus dedos me alertarem para as suas dores. Gosto quando mantemos um qualquer tipo de relação com alguém...com alguém de quem gostamos e com quem nos damos, na maioria das vezes, bem e de repente, não interessa o motivo, cortamos o contacto de uma forma tão intensa e radical que passamos a tratar essa pessoa com quem outrora nos demos bem, como um desconhecido.

Porque é que isto acontece ?

Porque é que não pode haver uma simples amizade, ou relação amorosa assente em valores e ideais simples? Porque é que há a necessidade de complicar? Porque é que ao mínimo problema as pessoas são extremistas ao ponto de acabarem com qualquer contacto que possa existir entre os dois? Porque é que não somos humildes e inteligentes ao ponto de pedir desculpa quando temos a perfeita noção de que agimos incorrectamente para com a outra pessoa e assim preservar uma amizade (que muitas vezes até pode ser uma grande amizade)?

Gostava de perceber todas estas coisas.
Em todos estes anos em que observo algumas atitudes de pessoas, nunca consegui entender porque é que as pessoas por vezes são tão filhas da puta umas para as outras apenas por orgulho, por não serem capazes de lidar com problemas, por preferirem vingar-se e foder uma relação ao invés de serem humildes e resolverem as coisas com simples palavras como eu tento aqui resolver este "meu" problema.

São três da manhã e apetecia-me escrever!

sábado, 18 de agosto de 2012

Faz com a alma

É difícil agarrares-te a uma cena de que gostas e desenvolvê-la. Por muito que gostes dessa coisa, seja o que for, por vezes vai ser difícil para ti estares sempre motivado a fazer o "que mais gostas". Mas acho que se é para fazer qualquer coisa, é para fazê-la bem feita.
Não vale a pena trabalhares em algo a meio gás, porque acredita...vai sair merda.

Portanto seja qual for a tua cena (desenho, musica, desporto, cozinha, jardinagem...), dedica-te, entrega-te a 200% e faz o melhor que conseguires. Ao princípio, talvez não saia tudo como queres, mas trabalha, trabalha, trabalha e vais ver que no fim vais ficar contente e orgulhoso de ti próprio.

Faz e faz com a alma!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pensa/Esqueci(mento)

Às vezes passeio pensativo.
Penso e sinto-me emotivo.

Por cada pessoa que passo vem-me uma memória
de uma situação da minha breve história.

Chegado ao fim da rua rebobinei toda a minha vivência,
e nem eram muitas as pessoas pelas quais ia passando.
Acendo um cigarro e fumo como se se o mundo fosse acabar.
Acabo por me esquecer de tudo o que estava a pensar.

Acreditem...
Ainda bem que sempre fui esquecido!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Palavra certa.


Enquanto te via entrar por aquela porta majestosa que certamente não te fazia jus, pensava no quanto és linda e no quanto te quero a respirar junto a mim.
Trazias aquele vestido da cor da noite linda e estrelada que estava naquele dia.
Lembro-me tão bem dessa noite!

Enquanto te aproximavas, o meu coração ia acelerando cada vez mais.
Cheguei a pensar que estava perto de um ataque cardíaco e quando me disses-te olá, derreti-me completamente por dentro.
Aquele olá foi a coisa que mais senti naquela noite. Nunca pensei que uma palavra tão pequena pudesse ter um significado tão grande para mim, mas a verdade é que teve sim, e mexeu comigo.
Mexeu de tal maneira que, nervoso, entornei o copo de vinho e manchei o melhor casaco que tinha.
Foi assim que começou a nossa história...com esse inocente e doce olá que eu nunca pensei que mudasse a minha noite e mais tarde, a minha vida.

Sentir = Humano


É tarde...
É tarde e tenho insónias que não querem desaparecer nem num milhão de anos.
Apetece-me sentir. Sentir o quê? 
Não sei, apenas ter a mais pequena pista de qualquer sentimento por mais efémero e fugaz que seja.
Às vezes (muitas vezes) deito-me tarde e penso nestas coisas. Gostava de poder sentir algo
mais que não os pequenos prazeres da vida. Gostava de poder sentir o ar, a natureza, o chão que piso...
Sentir verdadeiramente e não apenas como todas as outras pessoas dizem erradamente que sentem.
Essas pessoas apenas julgam sentir, pois o sentimento verdadeiro transcende todo o ser humano.