terça-feira, 16 de abril de 2013

É mentira...


É mentira quando a vejo no parapeito,
com o ego bem mais alto que o seu peito
e me diz que é tão boa como o fundo de qualquer mar,
espantosa e profunda.
Gostaria de pensar que não passava de um sonho
mal sonhado, ou até mesmo um pesadelo, mas estas
mentiras porcas queimam mais que o fogo, o gelo.
As palavras que lhe voam dos lábios são veneno
e mente tão descaradamente quanto aquilo que os
próprios lhe permitem. Provavelmente as suas mentiras
entrelaçam-se nela como as próprias veias ou aranhas nas
teias. É mentira quando o amor que diz que sente
é o mesmo que a faz atirar-se a qualquer homem que
lhe mente com a mesma facilidade que ela o faz.
É mentira, porque ela é contraditória como as
estações do ano, as palavras que bebo dela são
puro veneno. Enganou-me em todas as idades, e vivo neste limbo
de que dentro deste casulo de mentiras possa vir a nascer
uma borboleta de verdades.

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